terça-feira, 25 de outubro de 2016

A fórmula mágica para redução dos índices de acidentes de trânsito



Essa semana a fórmula mágica para redução dos índices acidentes de trânsito foi finalmente chancelada. Os que quiserem contribuir para a redução e até mesmo a extinção desse número tão assustador basta apenas acender os faróis.
A afirmação acima é tão descabida quanto a atenção que os órgãos de trânsito têm dado ao assunto. O tema é tão badalado que não me assustará se o assunto de repente subir e virar matéria de discussão no STF.
Para reduzir os índices de acidentes de trânsito se faz necessário investir em Educação para o Trânsito, principalmente no chão da escola, pois a reversão da violência no trânsito só se resolve com conscientização.
O código de trânsito determina que 5% do que se arrecada com multas seja aplicado em sinalização e Educação para o Trânsito, porém o que observamos é que se aperfeiçoa os métodos de fiscalização, potencializa-se os valores das multas, mas não se investe na mesma proporção em Educação para o Trânsito.
Os que acham que investir em penalização é melhor que em educação certamente não leram Emanuel Kant, que sabiamente afirmava que " O homem é o que a educação faz dele".
   

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

As novas armas de Dona Morte



Dona Morte ultimamente anda muito cansada, os acidentes de trânsito têm aumentado e o número de pessoas que ela precisa buscar cresceu assustadoramente. A demanda reprimida já acarretou sérios problemas, pois em Transitolândia todos os estudiosos estão investigando como um rapaz, que caiu de cima de um viaduto após empinar uma moto e foi colhido por um ônibus e arremessado a 500 metros contra um poste, ainda continua vivo.
Já se cogita até que o rapaz é imortal, mas na realidade ele só continua vivo porque Dona Morte não pode buscá-lo devido à demanda causada pelo aumento dos acidentes de trânsito.
A fim de solucionar o problema Dona Morte abriu uma agência denominada “Ceifeiros do Trânsito LTDA", especializada apenas em buscar pessoas que se envolvem em acidentes de trânsito, e lançou um edital para contratar mão de obra para o trabalho.
- Bom dia! – Falou o primeiro candidato a vaga na empresa de Dona Morte.
- Bom dia! –Respondeu Dona Morte pegando o currículo do candidato.
- Eu tenho experiência com foices, meu pai era agricultor e aprendi a manusear com elas desde pequeno. – Falou entusiasmado o candidato a vaga.
- Vejo pelo seu currículo que você não possui habilitação na categoria “A” e nem possui habilidade com redes sociais, por isso será desclassificado por não possuir o perfil exigido para a vaga. – Falou Dona Morte franzindo a testa.
- Como assim? Sou ótimo com a foice e esta é a principal ferramenta dos ceifeiros da morte. Para que eu preciso saber dirigir moto e ter habilidade com redes sociais? – Falou o candidato indignado.
- Você acabou de dar mais um sinal de inaptidão para a vaga, pois você está desatualizado. Desde que os governos deixaram de lado às ações educativas de trânsito e facilitaram à aquisição de motocicletas e smartphones, estes passaram a ser nosso principal instrumento de trabalho e não mais a foice. – Falou Dona Morte.
- Ainda não consegui entender. – Falou o candidato.
- Amigo, a ausência de ações educativas fizeram com que as pessoas dirijam seus motociclos sem a observância dos princípios mínimos de segurança. – Explicou a morte.
- E as redes sociais? Pra que um ceifeiro tem que ter habilidade com elas? – Perguntou intrigado o candidato.
- As redes sociais transformaram as pessoas em verdadeiros “dependentes tecnológicos”, pessoas que não podem ficar nem um minuto sem consultar a tela do smartphone. Essa consulta acontece frequentemente enquanto dirigem ou enquanto atravessam uma rua. – Falou a morte já impaciente com o desconhecimento do candidato.
- Por isso solicito para a vaga habilitação na categoria “A” e conhecimento em redes sociais. – Completou dona morte.
- Entendi! – Falou o candidato desapontado já levantando da cadeira e saindo pela porta.
Ao sair da sala já era quase meio-dia e Dona Morte avisou que a seleção com os demais candidatos continuaria após o almoço.


O primeiro candidato ao sair da sala disse aos demais que tinha sido desclassificado e revelou os motivos. Ao voltar do almoço para continuar o processo seletivo Dona Morte se assustou, ao abrir a porta encontrou centenas de candidatos sobre motos e em vez de uma foice traziam um bastão de selfie na mão.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Crianças "In memoriam"





Na próxima semana será comemorada no Brasil a data mais esperada por todos os pequeninos, o dia das crianças. A data comemorativa surgiu ainda no ano de 1924 quando o então presidente Arthur Bernardes definiu o 12 de outubro como data oficial da comemoração, porém a data só ganhou notoriedade quando a fábrica de brinquedos Estrela lançou a “Semana do Bebê Robusto”, campanha que tinha por objetivo aumentar a venda de suas bonecas.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

CTB Completa 19 anos e Motoristas Continuam Imaturos





No dia 23 de setembro de 1997 foi sancionado, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, o Código de Trânsito Brasileiro que tem por objetivo regular o trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres de todo o território nacional, de modo que seja garantida a segurança de todos que nele estejam inseridos.
Porém após 19 anos da sanção presidencial do CTB o que notamos é que os objetivos preconizados pelo código estão longe de serem atingidos, pois, as mudanças esperadas não aconteceram e o processo de conscientização do condutor falhou. Essa falha se deu devido a não observância do artigo 74 que institui que “A educação para o trânsito é direito de todos e constitui dever prioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito”.

Semana Nacional de trânsito: Fim da comemoração, hora da ação




No dia 19 de dezembro de 1958 foi sancionado, pelo então Presidente da República, Juscelino Kubitschek o decreto 45.064 que instituía a Campanha Nacional Educativa de Trânsito. No texto do decreto o presidente justifica que a necessidade da campanha se dava pela primordialidade de uma ampla divulgação dos preceitos do código de trânsito relativos à segurança, visando à incolumidade de pedestres e veículos pelas vias públicas.
Após 58 anos ainda não conseguimos superar os obstáculos da conscientização, e a segurança no trânsito continua sendo o tema principal da Campanha Nacional Educativa de Trânsito, que a partir do CTB de 1997 passou a ser chamada de Semana Nacional de Trânsito comemorada no período de 18 a 25 de setembro. Este ano o tema abordado foi “Eu sou +1 por um trânsito + seguro”, onde foram discutidas questões relativas à responsabilidade de cada indivíduo no contexto da segurança viária.
O tema da campanha é bastante atual, sugestivo e de fundamental importância em um país onde o número de acidentes com vítimas cresce assustadoramente, porém o tema só é trabalhado de maneira mais incisiva no período da SNT, nas demais semanas do ano o que vemos são ações isoladas que pouco contribuem para a promoção da educação e segurança no trânsito.
Quando Juscelino idealizou a Campanha Nacional Educativa de Trânsito ele estabeleceu no artigo segundo da lei que “... aludida campanha terá caráter intensivo, estendendo-se a escolas e universidades”, ou seja, Kubitschek compreendia que a mudança de conduta no trânsito só seria efetiva se utilizássemos o aparato educacional para esse fim, ou seja, cinquenta e oito anos atrás já se apontava para o caminho a ser seguido para que tivéssemos resultados positivos na conscientização do cidadão no tocante ao trânsito, só que infelizmente esse caminho é seguido por poucos e o que vemos são atitudes pontuais dentro de poucas escolas, que no geral não alteram em nada a realidade.
Se faz necessária a transversalização do tema trânsito nas disciplinas escolares de todos os níveis de ensino e a criação de um calendário escolar de ações voltadas à “Educação para o Trânsito” onde os órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito, em parceria com as secretarias de educação, desenvolvam eventos que ajudem o processo de internalização de condutas que garantam a promoção da segurança e cidadania.

Relembrando a célebre frase de Pitágoras: “Educai as crianças e não será preciso punir os homens”.